Dezoito mil palestinianos, incluindo 3500 crianças, estão encurralados no campo de refugiados de Yarmouk, a cinco quilómetros da capital da Síria, Damasco, devido à ocupação de parte do campo por jihadistas do Estado Islâmico.
 
Refugiados do conflito israelo-árabe, são agora vítimas de um conflito que não é o seu, dada a multiplicação dos combates entre o EI e rebeldes de outras fações.
 
O porta-voz da ONU para a assistência aos refugiados da Palestina já alertou que a ajuda humanitária não está a chegar ao campo, e que a situação está a tornar-me «mais do que desumana», disse Chris Gunness à AP.

«Não conseguimos enviar qualquer comida ou proteção para o campo desde que os conflitos começaram. E, claro, isso significa que não há comida, não há água e há muitos poucos medicamentos. A situação no campo é mais do que desumana» disse Chris Gunness à AP.

Além dos conflitos à porta de casa, os refugiados palestinianos de Yarnouk estão ainda cercados pelo exército do governo de Bashar al-Assad, situação que já dura há quase dois anos.
 
Desde que começaram os combates nas ruas, as forças governamentais lançaram vários barris cheios de explosivos sobre Yarmouk.
 
Cerca de duas mil pessoas já tiveram de ser retiradas deste campo de refugiados, e as Nações Unidas já apelaram para que todos os lados do conflito suspendam as ofensivas.