O Ministério da Saúde da Coreia do Sul confirmou esta sexta-feira um novo caso mortal devido à Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS-CoV), elevando para quatro o número de mortes causadas pelo novo coronavírus.

As autoridades sul-coreanas também informaram da ocorrência de cinco novos casos de MERS, aumentando o total para 41.

O caso de um médico infetado com a MERS-CoV, que manteve contacto com mais de mil pessoas pouco antes de ser colocado sob quarentena, fez disparar ainda mais o alarme na Coreia do Sul.

O médico, que tratou um dos 41 portadores do vírus sinalizados, começou a apresentar sintomas na passada sexta-feira, mas apenas foi colocado sob quarentena na tarde de domingo, disse, na noite de quinta-feira, o presidente da câmara de Seul, Park Won-soon, em conferência de imprensa.

No sábado, o médico participou numa reunião sindical que juntou cerca de 1.500 pessoas e durante o fim de semana assistiu a duas conferências profissionais. Também visitou um centro comercial e outros lugares públicos, referem os ‘media’ sul-coreanos.

Equipa da OMS vai visitar Coreia do Sul para analisar surto de MERS

Uma equipa de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai visitar, em breve, a Coreia do Sul para analisar com as autoridades do país o surto da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), foi hoje anunciado.

O Ministério da Saúde informou que planeia formar uma missão de investigação conjunta, o mais breve possível, com a OMS, dado que o tipo de coronavírus sinalizado na Coreia do Sul apresenta diferenças relativamente ao detetado na Arábia Saudita.

Cerca de 1.600 pessoas, que podem ter estado expostas - direta ou indiretamente - ao coronavírus, foram colocadas sob diferentes graus de quarentena na Coreia do Sul desde o primeiro caso do surto na Coreia do Sul, reportado em 20 de maio último.