Falha mecânica não foi. É o que conclui o Comité Interestatal da Aviação russa, depois de analisar as caixas negras do avião A321 que se despenhou no Egito na semana passada. 

A estação de televisão russa RT adianta, citando o Comité, que todos os sistemas do avião estavam a funcionar normalmente até pararem abruptamente. 

Outra das conclusões é que foi registado ruído no último segundo das gravações analisadas. 

Os destroços estão espalhados ao longo de 13 quilómetros, mas mesmo assim a comissão recusa falar em atentado, num dia em que o auto-proclamado Estado Islâmico reivindicou desde a Síria a queda do avião.

Na sexta-feira, a Agência France Press citava uma fonte próxima da investigação dando conta que estava tudo normal no voo até aos primeiros 24 minutos, momento em que se terá ouvido “uma explosão repentina”, o que apoiaria a hipótese de atentado.

A Rússia decidiu suspender os voos para o Egito até serem conhecidas as causas do acidente. Ainda há muita coisa por esclarecer.

O airbus A321 da companhia Metrojet, com destino à cidade russa de São Petersburgo, caiu no sábado passado sobre a zona do Sinai logo após ter descolado a partir do aeroporto de  Sharm El Sheikh, com 224 pessoas a bordo. Todas morreram.