Os quatro polícias australianos envolvidos na detenção do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, que morreu depois de receber descargas elétricas durante uma perseguição em março de 2012 em Sidney, declararam-se inocentes das acusações de agressão.

A próxima sessão está agendada para 25 de março, ainda que a presença dos agentes da polícia não seja obrigatória, informa a edição digital do diário Sidney Morning Herald, nesta terça-feira.

Em dezembro passado, a Comissão de Integridade da Polícia da Austrália anunciou a a acusação os agentes Eric Lim e Damien Ralph por agressão comum e Scott Edmondson e Daniel Barling por agressão com a agravante de terem provocado lesão corporal.

Roberto Laudisio Curti morreu após ter sido perseguido por vários agentes policiais, que dispararam 14 descargas elétricas pouco depois de ter sido denunciado o roubo de dois pacotes de bolachas numa loja do centro de Sidney.

Antes do incidente, o estudante brasileiro, de 21 anos, tinha sofrido um episódio psicótico e estava a correr no centro da cidade depois de ingerir uma terceira pastilha de LSD.

Um relatório forense sobre a morte do jovem determinou, em novembro de 2012, que os agentes atuaram de forma brutal, imprudente e perigosa ao deterem o jovem utilizando pistolas elétricas «taser» e gás pimenta.

As pistolas elétricas provocam descargas de 400 volts e são utilizadas pelas forças de segurança em países como a Austrália, Reino Unido ou Estados Unidos para travar agressores em situações que não justifiquem o uso de arma de fogo.