Esta notícia é sobre a história de Fred, um cão, mas, que, na verdade, começa com a história de Rob, o seu dono. Afinal, os dois são inseparáveis e o trabalho de ambos imparável.

Rob Garofalo trabalhava com jovens e crianças portadoras do vírus da Sida quando descobriu que ele próprio estava contaminado com o VIH.

Terminada uma relação de muitos anos e vencida a luta contra um cancro, Rob Garofalo, que ajudava tantos a viver com a doença, deu-se conta de que não era capaz de viver com a sua realidade. E pensou terminar com a vida.

Já lá vão cinco anos e Rob está mais vivo do que nunca. O americano agradece a vida ao cão que entretanto adotou, um pequeno Yorkshire Terrier. Quando não lhe apetecia fazer nada, era preciso ir comprar comida para o cão, batizado de Fred. Quando não queria sair de casa, era preciso levar Fred a passear. E, quando não desejava falar com ninguém, havia sempre pequenos contactos na rua, de quem se metia com Fred, para lhe fazer uma festinha, seguida de uma pergunta.




Rob Garofalo, explicou, assim, à Associated Press o papel fundamental, qual psicólogo, que o minúsculo Fred teve na sua mudança de atitude para com a vida. Então, por que não Fred ajudar a mudar outras vidas também?

Rob Garofalo chama a atenção que durante muito tempo correu a salvar vidas de vítimas de Sida, mas que, hoje em dia, já é possível garantir uma vida relativamente longa a um doente com o vírus, desde que devidamente acompanhado e com a medicação certa. Mas, ainda não há cura para o estigma.

Rob Garofalo associou-se a um fotógrafo e a um jornalista e criaram um site onde a imagem de Fred ajuda a angariar dinheiro para crianças com Sida. Por outro lado, Garofalo também quis promover o papel que um animal de estimação pode ter na vida de um doente com VIH.
 
A sua história e outras, diferentes mas com um denominador comum, o cão, fazem parte de uma exposição em Chicago, nos Estados Unidos, com estreia marcada para dia 1 de dezembro, Dia Mundial da Sida.