O número de idosos infectados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) parece estar a aumentar, mas estas pessoas continuam a não ser sujeitas a rastreio, o que atrasa o diagnóstico, alerta o Boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Paralelamente, estes indivíduos são os mais propensos a praticar sexo não seguro e, não sendo diagnosticados, abrem as portas a uma mais rápida da progressão da infecção por VIH para a doença Sida, informa a agência Lusa.

Casos reportados nos Estados Unidos demonstram um crescimento de 20 para 25 por cento, entre 2003 e 2006, de pessoas com mais de 50 anos infectadas com o VIH, de acordo com o autor do artigo, George Schmid, cientista do departamento de VIH/Sida na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uma análise preliminar destes casos em países em desenvolvimento revela igualmente um surpreendente aumento de pessoas nesta faixa etária que estão infectadas. A frequência da infecção é particularmente surpreendente tendo em conta a expectativa de vida após o diagnóstico, que desce de 13 anos, entre os cinco e os 14 anos de idade, para os quatro anos nos casos de pessoas infectadas com mais de 65 anos.

Embora a terapia anti-retroviral - que prolonga a vida das pessoas com VIH - possa estar a contribuir para aumentar o número de idosos com VIH, os cientistas também suspeitam que muitos estão a ser infectados em idades avançadas «A frequência de infecção por VIH em pessoas idosas é preocupante. Precisamos compreender como e quando é que estas pessoas se infectam para reorientar as campanhas de saúde pública para a sua prevenção», disse George Schmid.