A polícia prendeu um homem da Somália em Lampedusa, acusado de ter cometido crimes com um gang armado contra as vítimas do naufrágio na ilha. O homem enfrenta agora acusações de rapto, violência sexual e maus tratos.

Khaled Bensalam, de 24 anos, era o alegado capitão do barco que chegou a Lampedusa com um grupo de imigrantes. Assim que entrou no centro de receção a imigrantes, o jovem foi atacado por alguns dos sobreviventes do acidente de dia 3 de outubro, onde sobreviveram 155 sobreviventes.

Os imigrantes reconheceram-nos como um dos líderes do grupo que programou a longa e desastrosa viagem até itália.

A maior parte das vítimas do acidente de 3 de outubro eram oriundos da Eritreia e da Somália e o barco naufragou perto de Lampedusa, levando à morte de 360 pessoas.

De acordo com a polícia, citada pela «BBC», os imigrantes pagaram cerca de 2291 euros ao gang, que os levou do Sahara para a Líbia, onde ficaram detidos num campo enquanto não pagassem o valor.

Os imigrantes revelaram à polícia que foram torturados e violados no campo, revelou Alan Johnston, da BBC, em Roma.

Segundo a publicação, depois de pagarem a quantia exigida, os emigrantes eram levados para outra organização que arranjavam um barco para os levar para a europa.