Mikhail Popkov, de 49 anos, um ex-polícia, foi formalmente acusado da morte «brutal» de 24 mulheres, na região da sibéria, Rússia, escreve o «Huffington Post», que cita os media locais. Na verdade, as autoridades suspeitam que Popkov seja responsável pela morte de 29 mulheres, mas apenas reuniram provas suficientes em 24 casos. Aliás, o próprio terá confessado estes crimes.

As vítimas, quase todas parecidas com a sua própria mãe, eram obrigadas a despirem-se, por completo, antes de serem abusadas sexualmente e mortas. Todas com idades compreendidas entre 19 e 40 anos. Entre as muitas armas utilizadas por este ex-agente das forças de segurança encontramos um machado, uma faca e uma chave de parafusos. Num dos casos, segundo as autoridades, ele conseguiu arrancar o coração da sua vítima.

Casado e pai de filhos, era descrito como «o marido e o pai perfeito». Entre 1994 e 2000, espalhou anos de terror na Sibéria. Foi detido em junho de 2012 e, agora, formalmente acusado de 24 crimes homicídios.

Antes de se tornar segurança numa empresa privada, Mikhail Popkov, foi polícia e foi, nessa altura, que os crimes foram cometidos. Também a sua mulher era agente de segurança e terá mesmo ajudado Popkov, por diversas vezes, a baralhar as autoridades, fornecendo álibis.

Na altura, as autoridades chamaram-no de «Assassino da quarta-feira» porque era quase sempre nesse dia que as vítimas eram descobertas. As mortes aconteciam durante a noite, após Mikhail Popkov fazer rondas em bares, concertos e festas, em busca de mulheres embriagadas. Levava o seu uniforme de polícia vestido e conseguia, facilmente, convencer as vítimas, todas da zona sudeste da Sibéria, a acompanharem-no.

De acordo com documentos oficiais da investigação, agora revelados, só foi descoberto quando as autoridades analisaram o DNA de mais de 3 500 agentes da região de Irkutsk, na Sibéria, e foi encontrada um correspondência perfeita com «esperma» de Popkov, recolhido de uma vítima.

Os crimes «acabaram» em 2000, alegadamente porque Mikhail Popkov, contraiu sífilis de uma das vítimas e acabou por ficar impotente, sem vontade cometer «abusar sexualmente de ninguém ou matar mais alguém».

A polícia revelou que Popkov foi abusado pela sua própria mãe, uma mulher alcoólica, e considera que isso pode ter ajudado ao seu comportamento desviante.