Siale Angilau, de 25 anos de idade, foi atingido com vários tiros dentro de uma sala de tribunal, durante o seu próprio julgamento. Morreu horas depois no hospital. Angilau estava acusado de roubo e fazia parte de um gangue. Tentou atacar uma testemunha com uma caneta, quando um agente da autoridade acabou por intervir usando uma arma de fogo, escreve a BBC.

O incidente aconteceu durante uma audiência, frente ao juiz e ao júri, quando uma testemunha descrevia o ritual de entrada no gangue a que, alegadamente, Angilau pertencia. O tribunal, situado em Salt Lake City, nos Estados Unidos, tinha sido inaugurado há pouco mais de uma semana e era considerado um modelo em termos de segurança.

Ainda de acordo com a mesma notícia, o FBI justificou os disparos realizados pelo agente devido à atitude «violenta, agressiva e ameaçadora» do arguido que se levantou, pegou numa caneta, e correu em direção à testemunha que estava a ser ouvida.

Siale Angilau era o último de 17 arguidos, todos ligados a atividades criminosas de um gangue, a ser julgado. O caso inicial remontava a 2010. Sobre si pendiam 29 acusações, entre elas, «agressão, roubo, conspiração e posse de arma».

Perry Cardwell, estava na sala de audiência quando tudo aconteceu, em declarações à Associated Press garantiu que foram disparados, pelo menos, seis tiros. Sara Jacobson, filha de Perry Cardwell, também estava na sala e garante que «foi um momento traumatizante».

A testemunha que a Angilau tentou agredir e cuja identidade não foi revelada, não ficou ferida.

O julgamento acabou por ser declarado «nulo» pela magistrada que presidia o caso. Uma das justificações foi o estado «visivelmente abalado» com que ficaram os membros do júri, presentes na sala.