Shannon Conley é auxiliar de enfermagem, tem apenas 19 anos, e tentou alistar-se no Estado Islâmico. A jovem afirmava que queria usar a sua formação militar americana com os Exploradores Militares dos EUA que se encontravam numa guerra santa no exterior. Caso não pudesse ajudar militarmente, a auxiliar de enfermagem queria usar a sua formação médica para ajudar o grupo caso.

Depois de ter levantado suspeitas no Campus de Arvada, onde trabalha, por investigar o local e tirar notas sobre a disposição do mesmo, Conley foi detida no Aeroporto de Denver, em abril, quando tentava embarcar para a Turquia onde iria casar com um pretendente tunisino que conheceu online e que estava a lutar com o Estado Islâmico.

Em buscas à casa de Conley foram descobertos registos de metas de tiros com distâncias e número de disparos efetuados e uma lista de contatos. Após a sua detenção, foram ainda encontrados CDs do padre radical Anwar al-Awlaki, nascido nos EUA.

Os agentes do FBI, em colaboração com a «Joint Terrorism Task Force», reuniram-se várias vezes com Conley, ao longo de oito meses, para desencorajar a jovem e sugerir-lhe que explorasse o trabalho humanitário. Os agentes falaram ainda com os pais da jovem, incentivando-os a falar com ela sobre crenças mais moderadas. No entanto, Conley parece ter permanecido convicta das suas crenças.

A jovem enfermeira enfrenta agora uma pena que pode ir até aos cinco anos de prisão e uma multa de 250 mil dólares, caso seja condenada em fevereiro. No entanto, os promotores revelaram que, caso Shannon coopere, procurarão uma pena mais leve.

Declara-se culpada em tribunal

Em tribunal, Conley declarou-se culpada por tentar ajudar os militantes do Estado Islâmico. De acordo com a AP, a confissão foi feita no âmbito de um acordo judicial que, no caso de terrorismo, obriga a revelar às autoridades as informações sobre americanos com as mesmas intenções.

Com um véu preto e castanho por cima do macacão da prisão, a jovem permaneceu em silêncio no tribunal, tendo apenas reconhecido os termos do fundamento que dizia que devia ter divulgado as informações sobre os possíveis conspiradores do EI.

O juiz do processo ordenou uma avaliação mental antes da sua condenação e pediu que a mesma inclua uma avaliação dos seus traços de personalidade e caráter.