
A advogada Denise Leitão Rocha que filmou um vídeo sexual que acabou por ser publicado na Internet foi exonerada do cargo de assessora parlamentar. A jovem esteve esta terça-feira no Senado pela primeira vez desde que o vídeo em que aparece foi parar a Net.
A exoneração foi publicada na edição desta segunda-feira do boletim administrativo do Senado e a jovem já comentou o tema quente. Denise Rocha considerou que a demissão foi «desumana» e «machista» e ainda acrescentou que chegou a recusar convites para posar nua.
«Se fosse um homem, não teria tanta repercussão. O ataque foi do "cafajeste" que divulgou o vídeo», afirmou, em entrevista à Globo. A ex-assessora afirmou que a sua vida transformou-se «num inferno» desde que o vídeo começou a ser divulgado. «Infelizmente, fui vítima de um canalha e estou a sofrer por isso», declarou.
A gravação circulou entre assessores e jornalistas numa comissão parlamentar e chegou a ser vista nos computadores e tablets de alguns parlamentares,
«A comissão é para investigar o quê? É para investigar a minha relação sexual ou o Carlinhos Cachoeira?», indagou.
A polícia está já a investigar o caso e as circunstâncias em que o vídeo foi parar à Internet.
Acompanhada da advogada Mariana Kreimer e de um tio, a jovem afirmou que está a fazer tratamento psicológico e que desde a divulgação do vídeo que não tinha conseguido sair de casa.
«Como vou chegar a um escritório e entregar um currículo? [...] Minha vida não é isso. Nenhum dinheiro vai pagar nada. Vou sofrer com isto a vida toda», afirmou.