O Supremo Tribunal da Coreia do Sul confirmou esta quarta-feira a pena de sete anos de prisão a que foi condenado o CEO da empresa que operava o ‘ferry’ Sewol, que naufragou em abril do ano passado, provocando mais de 300 mortos.

Esta decisão manteve a sentença de um tribunal de recurso, proferida em maio, que considerou Kim Han-Sik, diretor executivo da Chonghaejin Marine Co., culpado de homicídio involuntário.

Quatro outros funcionários da empresa foram condenados a penas de prisão que oscilaram entre dois anos e meio e quatro anos.

O capitão do ferry, Lee Joon-seok, já tinha sido condenado, na sessão do julgamento de recurso, a uma pena de prisão perpétua. Os magistrados reviram a anterior sentença de 36 anos de prisão e decidiram que o capitão é culpado de homícidio. 

Segundo a agência Lusa, o Alto Tribunal de Gwangji considerou que Lee Joon-seok não cumpriu deliberadamente as responsabilidades como capitão durante o naufrágio e portanto é o responsável pela morte de 304 pessoas.