Um assassino em série pode estar à solta nas ruas da Cidade do México. Nos últimos dias, vários cães morreram depois de passearem num parque da cidade. As autoridades já estão a investigar o caso e avisaram que crianças e animais não devem visitar o jardim enquanto as causas do envenenamento não forem apuradas.

A polícia vedou o Parque México, onde dezenas de donos passeiam os seus animais diariamente. O parque vai estar interdito a animais e crianças enquanto as autoridades investigam as mortes.

Um sinal de alerta foi colocado no parque, para alertar os visitantes: “Alerta vermelho. Envenenamento súbito de cães no Parque México. Protejam as vossas crianças”.

De acordo com a AFP, há equipas de limpeza no local para tentar eliminar quaisquer resíduos de veneno que possam ainda existir no parque.

Segundo o hospital veterinário da região, 11 cães foram envenenados. O grupo Frecda aponta para 18 mortes de cães, pelas mesmas circunstâncias, nas últimas duas semanas.

As autoridades suspeitam que as mortes tenham sido arquitetadas por alguém. Os media locais estão a apelidar o serial killer de “Mataperros de la Condesa” ou seja “o assassino de cães de Condesa”.

A investigação policial foi encetada depois de vários donos terem apresentado queixa e denunciado a situação. Foram executados autópsias e exames de taxiologia aos cadáveres dos animais. Os veterinários dizem que os cães provavelmente foram envenenados com comida contaminada com fluoreto de zinco.

Todas as vítimas experienciaram os mesmos sintomas: 20 minutos depois de terem passeado no parque ou nas ruas que o circundam, começaram a ter convulsões e a vomitar, acabando por morrer, apenas em alguns minutos.

Guillermo Islas, um artista de rua que trabalha há 30 anos no parque, acredita que os assassinatos foram motivados por haverem muitas pessoas que odeiam os donos dos cães, “porque passeiam os cães para os mostrar e não apanham as necessidades dos animais”.

O grupo Frecda afirmou que “todos os crimes devem ser investigados, tanto contra pessoas como contra animais” e apressou as autoridades a analisar as filmagens das câmaras de segurança do parque, para encontrar os responsáveis. O crime pode valer ao culpado até seis anos de prisão.