O ex-governador do Estado brasileiro do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado quarta-feira a 45 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais e organização criminosa.

A condenação surgiu na sequência da 'Operação Calicute', um desdobramento da Lava Jato, a maior investigação policial no país e que descobriu desvios na petrolífera Petrobras e em diversos órgãos públicos, atingindo fortemente a classe política.

Este processo relaciona-se com o recebimento de subornos pagos pela empreiteira Andrade Gutierrez por obras no Estado do Rio de Janeiro e branqueamento de capitais por meio de aquisição de jóias e do escritório de advocacia da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.

No acórdão, o juiz Marcelo Bretas afirmou que Sérgio Cabral foi o "ideólogo do gigante esquema criminoso institucionalizado no âmbito do Governo do Estado do Rio de Janeiro" e classificou-o como o "chefe da organização criminosa" que pedia subornos às empresas que desejavam participar de licitações públicas.

Esta foi a segunda condenação do ex-governador do Rio de Janeiro, que já está preso.

Sérgio Cabral já havia sido sentenciado a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e branqueamento de capitais, num processo julgado pelo juiz Sérgio Moro - responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância.

Além de Sérgio Cabral, também foram considerados culpados a sua mulher, Adriana Ancelmo, ex-secretários, ex-assessores e empresários.