O ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergey Lavrov, acusou, esta terça-feira, os governos e os media ocidentais de fecharem os olhos a incidentes «alarmantes» na Ucrânia, incluindo um ataque armado a manifestantes pró-russos.

De acordo com o «RT», testemunhas afirmaram que sete ou oito homens armados com bastões e pistolas interromperam uma manifestação pró-russa em Kharkov.

Os manifestantes saíram à rua para reivindicar o direito de aquela região referendar uma integração na Federação Russa, tal como a Crimeia vai fazer já no próximo domingo (16).

Os homens atacaram três ativistas que regressavam da concentração.

«Eles ameaçaram matar-nos. Eu cobra a cara para que me acertassem nas mãos. Não estávamos a perceber o que estava acontecer», disse uma das vítimas ao «Live News».

Vários tiros foram disparados pelos homens, acabando por ferir, sem gravidade, um dos manifestantes nas costas.

O ministro diz que este foi apenas um de vários incidentes ignorados pelo ocidente. Lavrov contou, ainda, o caso de sete jornalistas russos detidos e deportados da Ucrânia por alegadamente estarem a fazer coberturas parciais.

Lavrov fala ainda em bloqueios nas fronteiras, a cidadãos e jornalistas russos que queriam entrar na Ucrânia. O ministro fala em 3.500 pessoas já impedidas de entrar no país, cerca de 500 por dia.

«O silêncio envergonhado dos nossos parceiros ocidentais, grupos de direitos e media estrangeiros é desconcertante», continuou o ministro russo.