A petrolífera angolana, Sonangol, confirmou em comunicado enviado à Lusa o desaparecimento do navio-tanque Kerala, presumivelmente sequestrado por piratas marítimos.

No comunicado, a Sonangol acrescenta que desde o passado dia 19 perdeu o contacto com o Kerala, um petroleiro grego de bandeira liberiana, que tinha sido fretado pela empresa.

«Seguiam a bordo 27 tripulantes de nacionalidades indiana e filipina e por altura do último contato encontrava-se fundeado ao largo da costa de Luanda», lê-se no comunicado.

A Sonangol adianta terem sido já «acionadas as autoridades competentes e os mecanismos técnicos convencionais no sentido de se localizar o navio e identificar as causas da ocorrência».

Segundo a página na Internet da empresa proprietária do Kerala, a DynaCom Tankers, a situação continua igual há dois dias, quando foi divulgada a suspeita de que o navio-tanque teria sido sequestrado por piratas marítimos.

A última comunicação a partir do Kerala foi feita pouco depois da 01:30 do passado dia 18, ao largo de Luanda, refere a DynaCom Tankers.

«A comunicação com o M/T Kerala foi dada como perdida desde 180114. Suspeita-se que os piratas tomaram o controle da embarcação, mas mesmo esta informação ainda não está confirmada. Desde então, adotámos medidas imediatas e estamos a trabalhar em conjunto com as autoridades/agências para estabelecer a comunicação com o navio. A Dynacom está comprometida com a segurança da tripulação, do ambiente e da embarcação», lê-se no comunicado publicado na sua página na Internet.

Segundo a Dryad Maritime, uma agência de inteligência marítima, baseada no Reino Unido, é possível que o Kerala tenha sido sequestrado por piratas.

A confirmar-se essa possibilidade, a Dryad Maritime considera que o desaparecimento do navio-tanque pode representar um «aumento significativo (em termos de área) da pirataria marítima a partir do Golfo da Guiné, envolvendo provavelmente grupos criminosos nigerianos».

Noutro sítio da Internet ligado à navegação marítima, o MarineLink.Com, salienta-se que a perda de comunicações com o Kerala se verificou após uma série de alertas lançados pela Dryad Maritime aos seus clientes sobre a presença de uma embarcação suspeita a navegar ao largo da costa de Angola.