Um dos dois reféns que morreu no sequestro num café de Sydney (Austrália), em dezembro, que durou 16 horas, foi morto por estilhaços de uma ou mais balas disparadas por agentes policiais. A informação foi revelada esta quinta-feira numa audição.

«A senhora Dawson foi atingida por seis fragmentos de uma bala da polícia, ou mais, que fez ricochete em superfícies duras para o seu corpo», afirmou um participante na investigação judicial, Jeremy Gormly.


A advogada e mãe de três filhos, Katrina Dawson, de 38 anos, foi morta juntamente com o gestor do estabelecimento, Tori Johnson, de 34 anos, e o sequestrador, natural do Irão, Man Haron Monis, quando a polícia atacou o café, situado no centro financeiro de Sydney.

Tori Johnson foi morto com um tiro na cabeça pelo terrorista e esta ação precipitou o assalto pela polícia ao café no centro da cidade australiana, durante a madrugada, segundo acrescenta a BBC. 

Ao todo, 18 pessoas foram feitas reféns naquele estabelecimento no centro financeiro da cidade a 15 de dezembro. Durante 16 horas, o mundo esteve com os olhos postos naquele pequeno café. Dois reféns acabaram por morrer, bem como o sequestrador, O inquérito que começou esta quinta-feira tem como finalidade saber se as mortes eram evitáveis.