O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, esta quarta-feira, que a Rússia pode esperar mais sanções se aumentar o apoio aos separatistas no este da Ucrânia.

«O que eu tenho afirmado com consistência é que cada vez que a Rússia toma este tipo de medidas que são designadas para destabilizar a Ucrânia e violar a sua soberania, haverão consequências», disse Obama em entrevista à CBS.



Barack Obama não foi o único a pronunciar-se sobre os apoios da Rússia aos separatistas, também o chefe da diplomacia de Kiev, Andrii Dechtchista, afirmou que a Rússia deve deixar de apoiar «atividades terroristas» na Ucrânia.

Dechtchista falou à chegada a Genebra, onde vai decorrer uma reunião com representantes de Moscovo, Estados Unidos e União Europeia.

«Queremos que a Rússia não apoie as atividades terroristas no leste da Ucrânia», declarou o ministro na quarta-feira à noite, acrescentando que a Ucrânia exige a Moscovo que retire as suas tropas da fronteira leste ucraniana.

Dechtchitsa instou ainda a Rússia a «confirmar que a Crimeia é parte integrante da Ucrânia e retire as suas tropas».