Os restos mortais de 54 pessoas, sobretudo mulheres e crianças, foram descobertos em valas comuns no sul do Peru, informaram, esta terça-feira, fontes judiciais.

Os corpos, incluindo de 26 crianças e 18 mulheres mortas a tiro, foram enterrados em 19 sepulturas na cidade de Chungui.

«Até ao momento, não se pode determinar se foram executadas pelo Sendero Luminoso (maoista) ou pelo exército», indicaram fontes do Ministério Público, citando peritos forenses.

Especialistas acreditam que as vítimas foram mortas talvez em 1986 durante o primeiro mandato do Presidente peruano Alan García (1985-1990).

O Sendero Luminoso foi uma das guerrilhas da América Latina que mais sangue fez correr: o conflito que a opôs ao Estado entre os anos 1980 e 2000 fez perto de 70.000 mortos e desaparecidos.

Os seus líderes encontram-se na cadeia, incluindo o histórico fundador, Abimael Guzman, que cumpre uma pena de prisão perpétua, em Callao, na periferia da capital Lima.

A sua detenção, em 1992, provocou um acentuado declínio da guerrilha.