A justiça alemã anunciou esta terça-feira o abandono, por falta de provas, da acusação contra um octogenário alemão, feita em janeiro, pelo suposto envolvimento no massacre de Oradour-sur-Glane (França), durante a segunda guerra mundial.

«Os elementos de prova disponíveis não permitem à partida contradizer» a defesa do antigo soldado alemão, que reconhece ter estado presente na cena do massacre mas afirma não ter disparado qualquer tiro, nem participado de forma alguma em qualquer abuso.

O tribunal de Colónia avançou, em comunicado, que não iria intentar contra o pensionista, de 89 anos, apesar de não o ter identificado.

As tropas alemãs SS, fiéis a Hitler, massacraram 642 pessoas, incluindo 207 crianças, na pequena cidade de Oradour-sur-Glane, no oeste da França, em 10 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Apenas cinco pessoas sobreviveram.

O agora pensionista foi acusado em janeiro pelo assassínio de 25 pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, cometido por um grupo, e de cumplicidade na eliminação de centenas de pessoas.

Nessa altura, o procurador defendeu, na acusação, que ele e outro homem terão executado pelo menos mais de duas dezenas de homens com uma metralhadora e incendiado a igreja daquela pequena localidade francesa, recorda a Reuters. O ex-militar alemão teria apenas 19 anos na altura.