O vírus H1N1 matou 11 pessoas, nas últimas semanas, na região de Tarapacá, no norte do Chile. As autoridades estão preocupadas com a situação. A taxa de contaminação nesta área é seis vezes superior à do resto do país, avança o jornal chileno «El Mercurio».

«Em média, pelo país, existem 24 pessoas doentes por cada 100.000 habitantes, mas em Tarapaca, na última semana, a taxa de infeção era de 148 pessoas por cada 100.000 habitantes», revelou ao diário o presidente da Associação de Médicos, Enrique Paris. A mesma fonta, avançou ainda que das 11 vítimas mortais, 10 não tinham sido vacinadas contra a gripe.

Para os próximos dias 15 e 17 de julho está prevista na região a «Fiesta de la Tirana», uma celebração religiosa que costuma ser acompanhada por 200 mil pessoas. Devido ao receio de propagação do vírus já foi aconselhado o adiamento da celebração e colocada a possibilidade das aulas serem suspensas.

Ainda segundo o jornal «El Mercurio», o próprio ministro da saúde chileno, Jaime Mañalich, já admitiu a possibilidade de declarar um alerta sanitário para a região para ajudar a conter a propagação do vírus.