Pelo menos 22 milhões de crianças no mundo, sobretudo de países subdesenvolvidos, não receberam as doses necessárias para estar imunizadas contra doenças que lhes poderiam custar a vida, estimou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A advertência foi lançada na semana da imunização, que se comemora de 24 a 30 de abril, período em que a OMS pretende, entre outras ações, lembrar que as vacinas obrigatórias evitam anualmente a morte de três milhões de pessoas, sobretudo de menores.

De acordo com a agência de saúde das Nações Unidas, a média mundial da imunização situa-se em 80%, com grandes diferenças a nível de cobertura entre os países, pelo que se estima que a uma em cada cinco crianças não foram administradas as doses necessárias para prevenir doenças.

«Uma em cada cinco crianças no mundo não recebeu as três doses obrigatórias da vacina antidiftérica, tétano e tosse convulsa acelular (denominada DTP3), e a maioria vive nos países mais pobres do mundo», refere a OMS, segundo a Lusa.


A organização aponta a Índia, Paquistão, Nigéria, República Democrática do Congo, Etiópia o Afeganistão como os países com taxas mais baixas de cobertura de vacinação.

«É por essa razão que aproveitamos a celebração da semana da imunização para consciencializar sobre a importância crucial da vacinação para salvar vidas», refere em nota o diretor a imunização da OMS, Jean-Marie Okwo-Belé.