As autoridades são-tomenses ativaram o Comité Sanitário de Urgência para fazer face à epidemia de Ébola, na sequência do anúncio de mais casos deste virus na Nigéria, disse à Lusa o diretor Geral dos Cuidados de Saúde, esta quarta-feira.

Segundo Pascoal de Apresentação, a decisão contempla «medidas preventivas» para evitar uma eventual entrada do Ébola no arquipélago.

«Decidimos reforçar e tornar mais rigoroso o controlo no nosso aeroporto e nos portos do país de todos os cidadãos provenientes sobretudo de países infetados pelo vírus», disse Pascoal de Apresentação.

A notícia de três casos de Ébola confirmados na Nigéria, país com o qual São Tomé e Príncipe tem um fluxo migratório bastante acentuado, precipitou a decisão das autoridades sanitárias são-tomenses

Assim, «o governo decidiu ativar o Comité Sanitário de Urgência», organismo presidido pela ministra da Saúde e Assuntos Ssociais, Maria Tomé, que tem a incumbência de «definir estratégias para fazer face à situação».

Pascoal Apresentação salientou que a decisão não deve provocar o pânico entre a população, sublinhando que «neste momento o país está numa fase pré-alerta».

O Comité Sanitário de Urgência integra vários ministérios, entre os quais os dos Transportes, Defesa e Segurança Interna e parceiros bilaterais e multilaterais de São Tomé e Príncipe no setor da Saúde.

O governo são-tomense reconhece falta de capacidade para lidar com o Ébola, por isso, o Comité «vai criar as condições materiais e físicas» e definir quantos técnicos vão estar envolvidos nos programas de reforço e rigor no controlo dos portos e aeroportos do país, acrescentou o médico Pascoal de Apresentação.

Devido à emergência da doença do vírus do Ébola o Comité reuniu-se terça-feira na capital são-tomense para analisar, atualizar e partilhar as informações sobre o surto na sub-região e debater questões essenciais para a contenção de uma eventual propagação em São Tomé e Príncipe.