O sueco Peter Dahlin, defensor dos direitos humanos, apareceu na televisão estatal chinesa numa confissão considerada por membros da sua organização como "falsa" e "absurda".

A estação CCTV argumenta que Dahlin trabalhou na China como uma espécie de agente estrangeiro enviado por forças hostis, com o objetivo de minar o poder do Partido Comunista Chinês e atentar contra a segurança do Estado.

"Violei a lei da China com as minhas ações. Prejudiquei o Governo chinês e feri os sentimentos do povo chinês. Peço sinceras desculpas por tudo", afirmou Dahlin na gravação emitida na terça-feira.


Cofundador da organização não-governamental China Action. A ONG dá apoio legal a pessoas alegadamente vítimas de violação dos direitos humanos no país e ajuda legal a populações rurais e carenciadas.

A agência chinesa Xinhua noticiou que a organização colocou “em causa a segurança nacional”.
 
Peter Dahlin foi detido no início do mês. As autoridades chinesas quiseram fazer do sueco um exemplo. Afinal, Peter Dahlin foi preso no aeroporto, quando se preparava para sair do país. As autoridades podiam simplesmente ter-lhe retirado o visto quando entrou no avião.