Um cão militar britânico morto no Afeganistão, num ataque com granadas, vai ser condecorado postumamente com a Medalha PDSA Dickin por bravura. Sasha, uma cadela com quatro anos, de raça labrador, serviu com o Corpo de Veterinária do Exército Real, anexo ao 2 º Batalhão do Regimento de Paraquedismo. O animal salvou dezenas de vidas, ao farejar morteiros, armas escondidas e bombas artesanais.

De acordo com a Sky News, Sasha foi morta no Afeganistão ao lado do soldado que a acompanhava, Lance Corporal Kenneth Rowe, em julho de 2008. Lance Corporal Rowe, de 24 anos, e Sasha morreram atingidos por uma granada durante uma emboscada quando faziam uma patrulha de rotina.

Um inquérito revelou depois que Lance Corporal Rowe, de West Moor, perto de Newcastle, morreu 24 horas depois do dia em que era suposto ter voltado para casa. O soldado, preocupado com a falta de cobertura para os camaradas, tinha decidido ficar no Afeganistão para completar uma operação em curso.

Sasha é o 65º animal a receber a Medalha Dickin, desde que a condecoração foi instituída em 1943. É a distinção mais alta que um animal, que serviu num conflito militar, pode receber.

«Temos muito orgulho em atribuir a medalha PDSA Dickin póstuma ao cão militar Sasha», afirma o presidente da People's Dispensary for Sick Animals (PDSA), uma organização veterinária de solidariedade fundada em 1917, no Reino Unido, para prestar cuidados a animais doentes e feridos com donos desfavorecidos.

«A distinção é ainda mais significativa quando nos aproximamos do centenário da I Guerra Mundial e nos lembramos da enorme dívida que temos em relação aos animais que servem em tempos de conflito», acrescenta Jan McLoughlin.

«A devoção excecional de Sasha ao serviço no Afeganistão salvou muitas vidas, tanto de soldados, como de civis», afirma o mesmo responsável.

«Esta medalha, reconhecida mundialmente como a Victoria Cross dos animais, homenageia tanto o serviço inabalável de Sasha, como o sacrifício final», conclui Jan McLoughlin.