Os habitantes de uma região no norte do Peru, na floresta amazónica, descobriram um conjunto de 35 sarcófagos com múmias da cultura dos Chachapoyas, que terão vivido entre 700 e 1500 depois de Cristo, anunciou o Governo peruano.

«A descoberta dos 35 sarcófagos foi feita por habitantes que circulavam pela montanha "El Tigre", no distrito de Jazán, província de Bongará», declarou Manuel Cabañas, diretor regional do ministério do Comércio e do Turismo do Peru, citado pela agência de notícias oficial do país, Andina.

Apesar de os 35 sarcófagos já terem sido descobertos em julho, o achado permaneceu em segredo para evitar pilhagens e buscas pelo local onde se encontram os túmulos, por parte de cidadãos estrangeiros, explicou o diretor regional

De acordo com Manuel Cabañas, os sarcófagos contém as múmias embalsamadas, que permanecem em muito bom estado de conservação.

As primeiras investigações apontam para que se trate dos restos mortais de crianças da mais alta hierarquia da civilização dos Chachapoyas, um povo indígena cujo nome significa «Guerreiros das Nuves».

A civilização dos Chachapoyas foi conquistada pelo povo Inca.

Arqueólogos do Ministério da Cultura peruano já se deslocaram até ao local para fazer o inventário e pesquisar eventuais outros túmulos.

A cultura dos Chachapoyas tinha um grande respeito pelos seus mortos, que eram sepultados quer individualmente em sarcófagos, quer coletivamente em mausoléus. Os túmulos eram construídos em grutas ou escavados em falésias inacessíveis.

O povo indígena deixou numerosos vestígios da sua existência, sendo o mais conhecido o forte de Kuélap, um conjunto arquitetónico em pedra, de grandes dimensões, com uma plataforma artificial, situado no cimo do Cerro Barreta, a três mil metros de altitude.