A comissão de controlo interno da Polícia Militar (PM) do Brasil está a investigar 18 agentes pela possível participação numa série de homicídios que, na semana passada, mataram 18 pessoas em três horas, na zona metropolitana de São Paulo.

Entre os suspeitos estarão 11 soldados, dois cabos e cinco sargentos da PM. Há ainda um 19.º suspeito, que é marido de uma polícia, segundo a Globo. Todos foram alvos de mandados de busca e apreensão e as autoridades pretendem recolher provas como armas, telemóveis e computadores. 

De acordo com fontes da PM, citadas pela imprensa local, ficou provado que o assassínio das 18 pessoas foi cometido por um grupo organizado com intenção de se vingar.

O ataque, em que também ficaram feridas seis pessoas, aconteceu uma semana depois da morte de um polícia militar em Osasco e de um guarda metropolitano em Barueri, o que, segundo as autoridades, reforça a tese da vingança, já que os homicídios das 18 pessoas ocorreram nestas duas localidades.

Dois dos sobreviventes asseguraram à comissão de controlo interno da PM que viram um carro da polícia junto a um dos veículos de onde saíram os homens que dispararam sobre as vítimas em Osasco. As testemunhas também afirmaram que viram outro carro de uma empresa a passar pelo local do ataque 20 minutos depois dos homicídios, alegadamente para recolherem os invólucros das munições.

Na sexta-feira, a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) instou o Brasil a esclarecer o que aconteceu e a identificar, processar e punir os responsáveis.