João Dória foi eleito presidente da Câmara de São Paulo, no Brasil, este domingo, com 53% dos votos, deixando o Partido dos Trabalhadores, que era a principal força política de esquerda, longe da vitória.

O empresário e apresentador de televisão pretende trazer uma nova visão para a política brasileira.

Candidato pelo Partido Social Democrata de Brasília (PSDB), João Dória, de 52 anos, concorreu com candidatos como Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), Celso Russomanno, do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Marta Suplicy, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), entre outros.

Os eleitores varreram o PT do cenário nacional. Eles estavam atentos às circunstâncias que afetaram o desempenho da sigla, aos escândalos, o que abre espaço para que novos partidos possam surgir”, afirma o cientista político José Álvaro Moisés, à BBC Brasil.  

Uma nova gestão

A eleição de João Dória é, para muitos especialistas, uma “renovação da política” brasileira.

O novo presidente da Câmara de São Paulo, em várias declarações à imprensa afirma não ser um político, mas sim um gestor. A frase que mais usou ao longo da campanha foi, aliás: "São Paulo precisa de um bom gestor".

Sou gestor e empresário, embora respeite os políticos. Não vou começar o meu primeiro dia a pensar como vou ser reeleito, mas em como serei um bom presidente”, declarou João Dória.

As suas principais propostas para São Paulo consistem em ampliar as medidas de gestão anteriores, como o Centro de Educação Unificada e revogar, imediatamente, a redução da velocidade máxima para veículos nas marginais, uma marca da gestão de Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade, que ficou em segundo lugar, com 16% dos votos.

São Paulo é a maior cidade do Brasil, considerada por João Dória como inovadora e com elevado potencial empreendedor.