O Governo da República Dominicana contratou o ex-juiz da Audiência Nacional espanhola Baltasar Garzón para apurar responsabilidades penais e civis pela morte de uma alta funcionária sua no acidente de comboio de Santiago de Compostela.

Santiago: maquinista ia ao telemóvel quando comboio descarrilou

Segundo fontes próximas de Garzón, como refere a Lusa, a República Dominicana pediu ao antigo magistrado espanhol que assuma a defesa dos interesses da alta funcionária falecida, dos seus familiares e do próprio Estado num processo penal por acidente ferroviário.

As mesmas fontes contam que Rosalina Ynoa «viajava em missão oficial» no comboio que descarrilou na passada quarta-feira provocando a morte a 79 pessoas e ferimentos em mais de uma centena.

Garzón atuará em coordenação com o gabinete jurídico dominicano liderado pelo antigo Procurador-Geral da República Radhames Jiménez.

Rosalina Ynoa, casada e mãe de quatro filhos, era diretora da Unidade de Análise e Coordenação de Cooperação Internacional do Ministério da Economia, Planeamento e Desenvolvimento dominicano.

A funcionária tinha-se deslocado a Madrid numa delegação encabeçada pelo vice-ministro da Cooperação Internacional, Inocencio García, para participar numa reunião preparatória da Cimeira Ibero-Americana que vai ter lugar no Panamá, em outubro.

Depois do trabalho, Rosalina decidiu visitar, de surpresa, uma irmã que vive em Santiago de Compostela, segundo familiares e o vice-ministro dominicano da Cooperação Internacional.

O corpo foi identificado por familiares e prevê-se que seja repatriado para o seu país na próxima sexta-feira, onde deverá ser recebido pelo ministro Temístocles Montás.