Luis Aláez, o juiz responsável pela instrução do acidente com o comboio de Alta Velocidade não vai acusar a Renfe, empresa que gere os transportes ferroviários em Espanha, pelo sinistro em santiago de Compostela, que vitimou 79 pessoas, escreve o jornal «La Voz de Galicia».

De acordo com este jornal, o magistrado recusou o pedido feito por Baltasar Garzon, o ex-juiz , que representa uma das vítimas do sinistro. Luis Aláez chega a valorizar o papel da Renfe «em matéria de segurança, no trecho onde aconteceu o despiste do comboio», e na escolha de «maquinistas capazes e experientes para aquela linha».

No entanto, o juiz que lidera a investigação já questiona o papel da ADIF, a empresa que gere as infraestruturas ferroviárias. Apesar de cumprir a lei no que concerne «aos avisos de necessidade de mudar velocidade em determinados troços e na documentação entregue ao maquinista», o mesmo não aconteceu na «segurança de circulação». Diz mesmo que não acredita que tenha sido feito tudo para evitar acidentes como o que, tragicamente, aconteceu.