Atualizado às 00:55 de quinta-feira

Dezenas de pessoas morreram na sequência do descarrilamento de um comboio à entrada para a estação de Santiago de Compostela. O comboio «Alvia» fazia a ligação entre Madrid e Ferrol e no local é possível observar vários cadáveres cobertos com mantas, para além de pelo menos 126 feridos.

Alberto Núñez Feijóo, presidente da Xunta da Galicia, confirmou à TV Galicia a morte de pelo menos 56 pessoas, mas o presidente do Tribunal Superior de Justiça da Galiza, Miguel Ángel Cadenas, avança com 60 mortos e 140 feridos (entre 15 e 20 por identificar). Os dados ainda são provisórios.

O primeiro-ministro espanhol, entretanto, transmitiu uma mensagem de pesar através da sua conta no twitter e confirmou que vai viajar para Santiago esta quinta-feira.





Uma testemunha contou à Cadena Ser que ouviu uma forte explosão antes do descarrilamento. No entanto, o delegado do Goverrno na Comunidad autónoma, Samuel Juárez, explicou aos jornalistas que neste momento «está descartada qualquer causa externa», ou seja o atentado, sendo que existe uma especulação sobre possível excesso de velocidade.





Os vagões permanecem fora dos carris e chegam à altura do viaduto da auto-estrada AP-9 na zona de Angrois. As autoridades fizeram deslocar para o local dezenas de veículos e operacionais. O penúltimo vagão está totalmente destruído.

O acidente aconteceu no início do feriado do Dia da Galiza, pelas 20:41 locais (menos uma hora em Portugal) e na noite em que Santiago vive a sua maior festa, mas as festividades foram todas canceladas.

O comboio, onde viajavam 218 passageiros mais a tripulação, descarrilou numa curva pronunciada. Um dos vagões ardeu e outro voou sobre um talude a cinco metros de altura e 15 metros de distância da via, descreve o jornal «El País».