O Conselho de Segurança da ONU impôs este sábado sanções contra 21 transportadoras navais, 27 navios e um empresário, acusados de manterem relações comerciais com a Coreia do Norte em violação de anteriores sanções internacionais.

A proposta de sancionar navios e empresas que não respeitam o embargo à Coreia do Norte partiu há cerca de um mês da representação permanente dos Estados Unidos da América junto das Nações Unidas, como resposta aos testes nucleares e balísticos de Pyongyang, e foram hoje adotadas pelo Comité do Conselho de Segurança para Coreia do Norte.

As medidas contra as empresas e as pessoas físicas que mantêm relações comerciais com a Coreia do Norte em violação das sanções internacionais, visam fundamentalmente impedir a compra de petróleo e de carvão por Pyongyang e são consideradas, por fontes diplomáticas, como “as mais amplas desde o anúncio das restrições pelo Conselho de Segurança”.

Os nomes das pessoas jurídicas e físicas foram propostas pelos EUA no mês passado, após o correspondente anúncio pelo Departamento do Tesouro do país. "A aprovação desta lista histórica de sanções emite um claro sinal sobre a união da comunidade internacional e dos seus esforços para exercer uma pressão máxima contra o regime norte-coreano", declarou em comunicado a representante permanente dos EUA na ONU, Nikky Haley.

As sanções foram aprovadas numa altura em que os Estados Unidos manifestaram disponibilidade para iniciar um diálogo direto com a Coreia do Norte, estando prevista a realização, em finais de maio, de uma cimeira entre o presidente Donald Trump e Kim Jong-un.

Apesar da abertura diplomática, os Estados Unidos deixaram hoje claro que continuarão a ptressionar Pyongyang através da aplicação de sanções.