As principais organizações de direitos humanos definiram, esta segunda-feira, a “agenda” do próximo secretário-geral da ONU, defendendo que deve comprometer-se com uma nova abordagem global para os refugiados e a acabar com a pena de morte.

A Amnistia Internacional, o Observatório dos Direitos Humanos e quatro outros grupos também consideraram que o próximo chefe das Nações Unidas deve estar preparado para invocar a carta da ONU para prevenir e pôr termo a atrocidades em massa, como as que têm civis como alvos em guerras.

O mundo precisa de um secretário-geral forte, que se levante contra os países que cometem violações dos direitos humanos”, declarou Salil Shetty, secretária-geral da Amnistia em comunicado.

As Nações Unidas não podem cumprir o seu mandato se não colocarem os direitos humanos no centro de toda a sua atividade", acrescentou.

A "agenda", com um total de oito pontos, delineada pelos grupos de defesa dos direitos humanos, foi divulgada numa altura em que os candidatos à sucessão de Ban Ki-moon se preparam para responder às perguntas da Assembleia-Geral das Nações Unidas, uma novidade na história de 70 anos da ONU.

Costa visita campo de refugiados em Atenas após encontro com Tsipras

O primeiro-ministro, António Costa, efetua hoje uma visita oficial de um dia à Grécia, em que se reunirá com o seu homólogo grego, Alexis Tsipras, e se deslocará ao campo de refugiados de Eleonas, em Atenas.

Numa visita que tem como tema central a questão dos refugiados e que resulta de um convite feito pelo chefe do Governo grego, António Costa estará em Atenas acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Fonte do executivo disse à agência Lusa que, sendo a Grécia um dos países mais diretamente afetados pela crise migratória, o primeiro-ministro pretende transmitir a Alexis Tspiras um sinal do "empenhamento de Portugal em contribuir para uma solução europeia", disponibilizando-se, enquanto país, para acolher mais refugiados.

Além de reuniões de caráter institucional com o Presidente da República da Grécia, Prokopis Pavlopoulos, e com o primeiro-ministro grego, às quais se seguirá uma conferência de imprensa conjunta com Alexis Tsipras, António Costa visita depois ao início da tarde o campo de refugiados de Eleonas.

A visita a este campo, segundo fonte do executivo de Lisboa, foi sugerida pelas autoridades gregas, tendo como razões principais questões de segurança e a proximidade face ao centro de Atenas.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o campo de Eleonas, a cinco quilómetros do centro de Atenas, criado pelo atual executivo grego, é considerado um dos melhores do país.

Apesar de Portugal estar geograficamente distante das principais rotas dos refugiados, o primeiro-ministro, desde o início do seu mandato, colocou este tema no topo das suas prioridades de ação ao nível da política europeia.

Em fevereiro, durante a sua visita oficial à Alemanha, disponibilizou-se junto da chanceler alemã, Angela Merkel, no apoio à integração de refugiados.

Nesse mesmo mês, o primeiro-ministro português enviou também cartas a homólogos de alguns dos Estados-membros mais pressionados pelos fluxos migratórios (Grécia, Itália, Áustria e Suécia) disponibilizando-se para receber mais cerca de 5.800 refugiados, além da quota comunitária.

Deste modo, Portugal poderá vir a acolher no total um número próximo de 10 mil refugiados.