Estava previsto entrar em vigor agora em janeiro e foi o que aconteceu: desde o dia 1 de janeiro de 2018 que, na Islândia, é proibido pagar salários mais altos aos homens em relação às mulheres com as mesmas funções. Tanto nas empresas públicas como nas privadas. Aquelas que não cumprirem serão alvo de multas.

A legislação foi aprovada no ano passado, pelo parlamento islandês, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que se assinala a 8 de março. 

As novas regras preveem que as agências governamentais que empregam pelo menos 25 pessoas terão, ainda, de ser sujeitas a auditorias. Poderão sofrer multas se a paridade salarial não se verificar. 

A Islândia, que tem uma economia robusta, baseada no turismo e na pesca, ocupa o primeiro lugar no Índice Global de Diferenças de Género do Fórum Económico Mundial de 2015, seguido da Finlândia e da Suécia.

O país tem 323 mil cidadãos e a lei aprovada contou com o apoio do governo de coligação de centro-direita e também da oposição, onde quase 50% dos deputados são mulheres.

E Portugal?

Para os portugueses, as diferenças de género são uma realidade. Uma mulher, para ter o mesmo ordenado do que um homem, tem de trabalhar mais 61 dias no ano, ou seja, mais dois meses.

Ou, se quisermos, é como se elas deixassem de receber dois vencimentos e eles, sim, auferissem pelo trabalho de um ano por inteiro.