O dono de um clube de strip de Manhattan foi na sexta-feira condenado ao pagamento de mais de dez milhões de dólares (acima de oito milhões de euros) por um tribunal que considerou que o empresário não pagou, pelo menos, o ordenado mínimo às suas bailarinas.

Este é o capítulo dois de uma batalha legal levada a cabo por 1900 bailarinas, que, no ano passado, viram o tribunal de trabalho reconhecer que eram efetivamente trabalhadoras do cabaré e que, por conseguinte, se aplicavam as leis de trabalho. Nessa medida, todas aquelas que trabalharam no Rick’s Cabaret, desde 2005  - data da abertura – até 2012, mereciam ver ressarcidos os seus direitos ao pagamento de um ordenado, ou seja, pelo menos, o salário mínimo, já para não falar nas horas extraordinárias.

É assim que o juiz federal chega ao valor da indemnização que deve ser pago, ainda assim, abaixo daquele que era exigido pelo grupo de bailarinas.

Por seu turno, a RCI Hospitality Holdings, detentora da discoteca, mostrou, em comunicado a que o «The New York Times» faz referência, estar desiludida com a decisão do juiz federal, argumentando que as bailarinas não eram empregadas, mas sim trabalhadoras independentes.

O Rick’s Cabaret, situado a poucas centenas de metros do Empire State Building, é um clube de strip de luxo e dá-se ao luxo, na sua página de Internet, de revelar que Anna Nicole Smith conheceu o seu marido, um magnata do petróleo, quando dançava no clube e que muitas das bailarinas chegaram à «Playboy» depois de passarem pelas suas table dances.