O Estado Islâmico terá planeado um ataque contra adeptos da seleção inglesa de futebol durante o Campeonato da Europa que se vai realizar no próximo mês, em França. A informação está a ser avançada pelo jornal The Sun, que cita um oficial britânico. O plano terá sido descoberto através de documentos que se encontravam no computador de Salah Abdeslam, um dos terroristas envolvidos nos atentados de Paris.

Segundo a mesma fonte, os dados recolhidos pela polícia durante as rusgas à casa de Salah Abdeslam, em Molenbeek, na Bélgica, incluem fotografias do histórico porto de Marselha, onde os adeptos ingleses se deverão reunir para o primeiro jogo entre Inglaterra e Rússia, marcado para 11 de junho.

Os dados indicam ainda que os terroristas teriam planeado usar armas de fogo, aviões não tripulados e armas químicas contra os adeptos que se deverão concentrar naquela zona da cidade francesa.

Apesar de o plano ter sido descoberto, as autoridades britânicas acreditam que é possível que o Estado Islâmico não tenha desistido da ideia. As forças de segurança do Reino Unido estão a trabalhar de perto com as autoridades francesas para garantir a segurança dos adeptos.

França recebe o Euro 2016 numa altura em que ainda vigora o estado de emergência, decretado após os atentados de Paris que fizeram 130 mortos.

Recorde-se que o Estádio de França, o estádio nacional que se localiza no norte de Paris, foi um dos alvos escolhidos pelos terroristas a 13 de novembro de 2015. Um bombista suicida fez-se explodir junto ao recinto, quando decorria um jogo particular entre a França e a Alemanha. As imagens televisivas do encontro registaram o momento em que se se ouve a explosão

O Euro 2016 realiza-se cerca de três meses depois de dois atentados terroristas terem abalado o coração da Europa, em Bruxelas, provocando 30 mortos.

Salah Abdeslam foi encontrado e detido na Bélgica em março e extraditado para França no final abril. O único sobrevivente do comando extremista que perpetrou os atentados de Paris foi interrogado pela primeira vez pelos juizes franceses a 20 de maio, mas, segundo o seu advogado, manteve-se em silêncio no tribunal.