São Tomé e Príncipe, tem uma das mais pequenas e frágeis economias de África. Com uma população de 186 mil pessoas e um OE a rondar o equivalente a 152 milhões de euros, é uma Nação pobre, desde que nasceu, a 12 de Julho de 1975.

No entanto, nos últimos anos as autoridades financeiras internacionais têm reconhecido a melhoria de uma série de indicadores de desenvolvimento. Os índices de pobreza tem vindo a diminuir, embora mais lentamente do que o desejado pela comunidade internacional. O combate à malária tem sido um sucesso, num programa apoiado pelas autoridades de Taiwan.

São esses sinais que alimentam a esperança do governo de Patrice Trovoada de conseguir captar a atenção e mais investimento estrangeiro. 

A República Democrática de São Tomé e Príncipe vive totalmente dependente de doadores e ajudas externas de entidades como o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e as agências das Nações Unidas. Ajudas que representam 93 % das despesas de capital. 

Em 2006, junto á fronteira marítima com a Nigéria, foram descobertas importantes reservas petrolíferas mas a evolução do mercado mundial fez com que nem um barril tenha ainda sido produzido. As perspetivas mais otimistas apontam agora para 2018 o início da exploração, mas muitos são os que não acreditam, nem no prazo, nem na viabilidade do projeto na conjuntura atual.


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O frágil crescimento da economia santomense tem sido conseguido à custa do investimento estrangeiro direto, serviços, turismo e agricultura.   

A região autónoma do Príncipe regista um forte crescimento nos últimos 4 anos devido aos avultados investimentos feitos pela HBD (Here be Dragons), um grupo de investimento criado pelo milionário sul-africano Mark Shuttleworth, apostado em criar um projeto de sustentabilidade que transforme a ilha num paraíso turístico e ecológico. Este grupo é o maior empregador do Príncipe e o segundo a nível nacional.

A vitória do Partido Acção Democrática Independente (ADI) nas eleições de 2014, com maioria absoluta, abriu caminho a uma estabilidade política rara nas últimas décadas, apesar de ser evidente a rivalidade política entre o presidente Manuel Pinto da Costa e o primeiro-ministro, Patrice Trovoada. 
Este ano haverá novas eleições no território.

PARA SABER MAIS:

Relatório do Banco Mundial sobre S.Tomé
http://www.worldbank.org/en/country/saotome/overview

Relatório African Outlook 

Sao Tome and Principe PT 2015