Stephen Pritchard e o filho, juntamente com Jo Housley e os seus três filhos, queriam rumar a Almeria, em Espanha. Quarta-feira de manhã, apanharam um voo da Ryanair no aeroporto de East Midlands, no Reino Unido, mas o destino do avião era a Letónia, escreve o «The Telegraph». A 3,850 quilómetros do seu destino.

Passaram por três postos de controlo, antes de entrarem no avião, mas ninguém deu conta do engano. Só quando chegaram os verdadeiros ocupantes das cadeiras onde as famílias estavam sentadas, se percebeu o equívoco. O voo ia para Riga, na Letónia.

O piloto do avião que ia rumar a Almeria ainda estava no aeroporto, mas como já tinha «selado» as portas, não autorizou o embarque das duas famílias. A confusão terá acontecido porque as portas de embarque, dos dois destinos, eram lado a lado e as filas de passageiros, a dada altura, ficaram coladas.

As duas famílias que não se conheciam antes do incidente, foram informadas que o próximo voo para a região de Espanha que queriam, ia partir para Múrcia (a 172 quilómetros de Almeria), ao final do dia, do aeroporto de Birmingham.

Partilharam um táxi para o novo aeroporto, que lhes custou 88 euros, e esperaram mais dez horas pelo avião.

Stephen Pritchard, que ia levar o filho para passar uns dias com a avó, contou ao «Birmingham Mail» que «não queria acreditar» no que aconteceu. «Os nossos bilhetes foram vistos três vezes e ninguém percebeu. Até fomos levados ao lugares dentro do avião», recorda. «Houve uma grande falha de segurança. E se eu fosse um terrorista? É inacreditável que isto possa ter acontecido quando, supostamente, a segurança é mais apertada», desabafa.

Depois de aterrarem em Múrcia, as duas famílias apanharam, novamente, um táxi para Almeria que lhes custou 164 euros.

De acordo com o «The Telegraph», a Ryanair disse apenas que pediu à equipa do aeroporto de East Midlands para investigar o incidente e garantir que não se volta a repetir. A empresa acrescentou ainda que «é da responsabilidade dos passageiros confirmarem que embarcaram no avião certo».

No entanto, pediu desculpa às famílias e pediu para guardarem as faturas de todos os gastos que tiveram devido à troca de voo, para mais tarde serem reembolsados.

Este caso não é inédito. Outros já aconteceram com a Ryanair. Por exemplo, no inicio deste mês, uma mulher que queria ir para Edimburgo, na Escócia, acabou em Leeds, no Reino Unido, quando embarcou no avião errado no aeroporto de Dalaman, na Turquia.

No ano passado, uma jovem também embarcou para o que achava ser Granada, Espanha, mas afinal estava na direção da ilha Granada nas Caraíbas.



Noutro incidente, um casal que queria ir para San José, no México, acabou em San José, na Califórnia.