Vladimir Putin afirmou esta terça-feira, na Rússia, que não vai alterar a sua política diplomática apesar «do ambiente desafiador internacional», numa clara alusão à tensão com a Ucrânia, escreve a agência Reuters.
 
O país celebra hoje o dia dos trabalhadores diplomáticos e Putin não perdeu a oportunidade de realçar a posição da Rússia:
 

«Está garantido que a Federação Russa, independentemente da pressão que coloquem sobre nós, irá manter a sua política diplomática como até aqui. Apoiando os interesses do povo e seguindo uma linha que ofereça segurança e estabilidade»

 
Alheio às declarações de Vladimir Putin, o Governo de Kiev ordenou, entretanto, uma ofensiva contra os separatistas pró-russos, perto de Mariupol, na região leste do país.
 
A confirmação foi feita pelo Secretário do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Oleksander Turchynov:
 

«Ofensiva está a decorrer junto a Mariupol, onde várias unidades da guarda nacional irromperam as linhas de defesa inimigas»

 
O Governo da Ucrânia já tinha alertado que, desde sábado, várias movimentações em massa na região leste, por parte dos rebeldes, revelavam uma clara intenção de novos a ataques a cidades estratégicas.
 
Tropas russas em exercícios
 
Também esta terça-feira, mais de cinco mil de tropas russas deram início a exercícios militares junto da fronteira com a Ucrânia, no sul do país, avança a Reuters. Um ato que parece ser uma demonstração de força, antes da cimeira marcada para amanhã, quarta-feira, na capital da Bielorrússia, Minsk.
 
França, Alemanha, Ucrânia e Rússia voltam a encontrar-se em busca de uma solução para o conflito, que já vitimou cinco mil pessoas desde Abril de 1024.