O governo da Ucrânia anunciou que vai retirar as suas tropas e respetivas famílias da península da Crimeia.

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Segundo informa a BBC, Anriy Parubiy, secretário da segurança nacional e da defesa da Ucrânia, quer retirar as tropas que ainda estão na Crimeia, «rapidamente e com eficácia».

A notícia surge após forças pró-russas terem dominado mais uma base militar ucraniana na Crimeia, desta vez em Sevastopol, onde também fica a base militar russa.

Até ao momento não existe registo de feridos e a troca de poderes terá acontecido sem «derramar uma gota de sangue», como contou um membro das forças pró-russas, Viktor Melnikov, segundo a BBC.

Cerca de 200 soldados, alguns armados, entraram na base naval e fizeram sair os militares ucranianos, ficando detido apenas o capitão da marinha, Serhiy Hayduk.

Apesar do governo de Kiev ter ordenado aos militares que ficassem na base, os soldados ucranianos forma vistos a sair com os seus pertences. Apenas alguns elementos ficaram e recusam render-se.

«Não há nada que pudéssemos fazer contra a multidão, nada. Tudo aconteceu espontaneamente», contou o capitão Olexander Balanyuk.

«Houve muitas promessas por parte do lado russo que a base não seria atacada, que todos os problemas seriam resolvidos por vias políticas, mas como vemos, houve uma ocupação.

O governo de Kiev deu três horas às forças pró-russas para libertarem o comandante detido. No entanto, não se sabe qual é o plano caso as ordens não sejam cumpridas.

A Ucrânia informou, também, que vai abandonar a Comunidade dos Estados Independentes, a aliança criada após o fim da União Soviética.

Entretanto, a BBC informa que perto da cidade de Yevpatoria, Crimeia, forças pró-russas, com snipers entre elas, cercaram uma base anti-míssil e pedem aos militares ucranianos saiam. Os soldados de Kiev recusam render-se.

Notícia atualizada às 18:55