O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguéi Lavrov, assegurou já esta quinta-feira ao seu homólogo sírio, Walid al Mualem, que acordou com o secretário de Estado norte-americano que os ataques dos Estados Unidos na Síria não devem repetir-se.

Na quarta-feira falámos bastante sobre este assunto com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, e chegámos à conclusão de que algo semelhante não deve repetir-se", relatou Lavrov, no início de uma reunião em Moscovo, segundo os media locais.

Lavrov esteve quarta-feira em Moscovo com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson. Sexta-feira deverá manter consultas trilaterais com Mualem e com o seu homólogo iraniano, Mohamed Yavad Zarif.

Investigação ao ataque químico

Moscovo está também a patrocinar uma investigação para apurar o que se passou em Khan Cheikhoun, onde a libertação de químicos vitimou dezenas de pessoas, numa área controlada pelos rebeldes sírios.

Os Estados Unidos acusam a força aérea síria de ter efetuado um bombardeamento, com a conivência e conhecimento dos russos, o que os levou a disparar 59 mísseis de cruzeiro contra uma base militar.

Esta quinta-feira, os presidentes russo e turco falaram ao telefone, segundo a agência noticiosa Reuters, e terão acordado o seu apoio a uma investigação por parte da Organização para a Proibição de Armas Químicas.

Com base em fontes presidenciais turcas, a Reuters refere que Erdogan, presidente turco que tem afinado pelo diapasão dos norte-americanos no que respeita ao ataque em Khan Cheikhoun, lembrou a Vladimir Putin que o uso de armas químicas era um crime contra a humanidade.

Em Moscovo, quarta-feira, os chefes das diplomacias russa e norte-americana concordaram que o ataque químico na Síria deve ser investigado.

Vemos que os Estados Unidos estão dispostos a apoiar essa investigação", sublinhou Lavrov numa conferência de imprensa conjunta com Rex Tillerson, após um encontro com o presidente, Vladímir Putin.