A Rússia serviu-se, pela primeira vez, esta terça-feira, de um submarino localizado no Mar Mediterrâneo para bombardear a Síria. De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques ao país estão a intensificar-se e, desde sexta-feira, a Rússia já lançou 1.920 bombas em território sírio.

Segundo o The Telegraph, os ataques do submarino antecederam o encontro da oposição política síria, organizada pela Arábia Saudita, que vai, esta quarta-feira, discutir uma união para enfrentar o presidente Bashar al-Assad, com o intuito de acabar a guerra que dura há quatro anos na Síria.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou, num encontro divulgado na televisão nacional da Rússia, que nos últimos dias os ataques na Síria se tinham intensificado e que os últimos bombardeamentos tinham atingido “mais de 300 alvos”.
 

“Usámos mísseis calibrados, do submarino Rostov-on-Don, a partir do Mar Mediterrâneo. Como resultado dos bem-sucedidos bombardeamentos da frota aérea e submarina, todos os alvos foram destruídos”.


Na sequência da campanha militar lançada pela Rússia no dia 30 de setembro, o ministro afirmou que nos últimos dias 1.920 bombas tinham sido lançadas na Síria, direcionadas a infraestruturas petrolíferas e depósitos de munições.

O presidente russo, Vladimir Putin disse ainda que o submarino poderia ser equipado com armas nucleares, mas que espera que espera que “nunca sejam necessárias na luta contra o terrorismo”.