A Rússia lançou esta quarta-feira os primeiros bombardeamentos aéreos na Síria, após o parlamento russo ter autorizado Vladimir Poutin a recorrer à força militar no estrangeiro.
 
As imagens dos bombardeamentos foram divulgadas por fontes locais e mostram colunas de fumo depois de alguns alvos terem sido atingidos junto à cidade de Homs.
 
Segundo a Reuters, o chefe da oposição síria, apoiado pelo Ocidente, garante que os bombardeamentos mataram pelo menos 36 civis.

Já o ministro da defesa russo revelou que foram apenas atingidos depósitos de armas, munições, combustível e infraestruturas de comunicações do Estado Islâmico.

Apesar desta garantia de que os primeiros bombardeamentos tiveram como alvo os jihadistas do Estado Islâmico, tanto Washington como os rebeldes asseguram que foram estes últimos os destinatários dos ataques.

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, expressou mesmo as suas “sérias preocupações” com estes bombardeamentos.

Numa intervenção no Conselho de Segurança da ONU, Kerry vincou que o Estado Islâmico “não pode ser derrotado enquanto Assad for presidente da Síria”.
 
Vladimir Putin já confirmou o início dos ataques aéreos, garantindo que a ofensiva obedece à lei internacional.
 

“O envolvimento da Rússia nas operações antiterroristas na Síria está de acordo com a lei internacional no seguimento do pedido de ajuda feito pelo presidente da Síria. Vamos apoiar o exército sírio, apenas, na sua legítima luta contra grupos terroristas.”

 
Os Estados Unidos apressaram-se também a criticar Moscovo por ter avisado a força aérea norte-americana, que também combate no local, com pouca antecedência.