O primeiro-ministro russo diz que o mundo vive uma nova Guerra Fria, acusando o Ocidente de uma campanha de propaganda contra Moscovo. As declarações de Dmitri Medvedev foram feitas na conferência de segurança de Munique, na Alemanha, onde o Kremlin foi acusado pelos Estados Unidos e pela França de bombardear civis na Síria.

Com 1500 manifestantes nas ruas de Munique a acusarem as principais potências de estarem na cidade a preparar novas guerras, o primeiro-ministro russo disse na conferência de segurança que uma guerra nova já está em curso.

As relações entre Moscovo e o Ocidente vivem os piores dias desde o fim da Guerra Fria. Um exacerbar de tensões de que Moscovo diz estar a ser vítima.

“Fazem filmes de terror onde a Rússia começa uma guerra nuclear. Às vezes pergunto-me: estamos em 2016 ou 1962?", questionou Dmitri Medvedev.

Mas estamos mesmo em 2016, dois anos depois de a Rússia anexar a Crimeia e em que a guerra na Síria entra no quinto ano, com o aviação russa a bombardear alvos que o Ocidente contesta.

Moscovo nega o bombardeamento de civis e alinha com Damasco em classificar os alvos da oposição como terroristas.

Na sexta-feira foi assinado um compromisso que prevê a cessação de hostilidades na Síria, no prazo de uma semana. Mas no terreno, os bombardeamentos continuam, com centenas de milhares de pessoas à espera de ajuda humanitária e que as bombas parem de cair, para a ajuda poder chegar