A presidência russa defendeu esta terça-feira a legitimidade das presidenciais de 2018, depois da rejeição da candidatura do principal opositor de Vladimir Putin, Alexei Navalny, e advertiu que o apelo deste a um boicote eleitoral pode ser ilegal.

Numa decisão esperada por muitos observadores, a Comissão Eleitoral da Rússia anunciou na segunda-feira que Navalny não pode candidatar-se às eleições de março próximo.

O opositor divulgou pouco mais tarde um vídeo em que afirmou que a proibição de se candidatar mostra que o presidente russo “está terrivelmente assustado” e “tem medo de concorrer” contra si e apelou para um boicote da eleição.

Putin, no poder há 18 anos, anunciou no princípio do mês que é candidato. Com uma taxa de popularidade de 80%, as sondagens atribuem-lhe uma vitória fácil.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, recusou hoje comentar a rejeição da candidatura de Navalny, mas afirmou que “apelos ao boicote devem ser cuidadosamente analisados porque podem ser ilegais”.

Peskov afastou por outro lado qualquer possibilidade de a não candidatura de Navalny afetar a legitimidade de uma reeleição de Putin.

O presidente russo deverá defrontar os habituais candidatos: o líder comunista Guenadi Ziuganov, o ultranacionalista Vladimir Jirinovski e o liberal Grigori Iavlinski. A par deles, Ksenia Sobchak, uma vedeta da televisão, também deve ser candidata.