A NATO vai deslocar quatro batalhões “robustos” para os três países bálticos e para a Polónia em resposta às ações da Rússia e Ucrânia, anunciou esta segunda-feira o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

“Nós concordamos em deslocar, em regime de rotatividade, quatro batalhões (militares) multinacionais robustos para os três países bálticos e para a Polónia”, afirmou.

Com esta decisão, a NATO quer enviar "um sinal claro" de que "está pronta para defender todos os seus aliados” em caso de agressão externa, declarou Stoltenberg, que apresentará o programa numa reunião de ministros da Defesa da Aliança entre terça e quarta-feira, em Bruxelas.

Os líderes da NATO deverão assinar o programa numa cimeira a ser realizada entre 8 e 9 de julho, na Polónia, país que tem pressionado por uma linha muito mais dura, inclusive com bases permanentes no leste para conter a Rússia.

Stoltenberg não disse quantos soldados serão deslocados nesses quatro batalhões, mas autoridades já disseram que vão ser entre 2.500 e 3.000, agindo como um escudo para impedir possíveis investidas da Rússia e tranquilizar os membros da Aliança com relação às atitudes de Moscovo.

O chefe NATO sublinhou que essa implementação - a ser feita numa base rotativa, não permanente, de modo a não infringir os tratados existentes com a Rússia - era parte de uma resposta mais ampla à crise Ucrânia.

“Não pode haver dúvida de que o que temos é uma resposta às ações da Rússia na Crimeia (anexada em março de 2014) e na Ucrânia, (onde os ocidentais acusam Moscovo de apoiar os rebeldes separatistas)", disse Stoltenberg.

“A nossa defesa e nossa dissuasão não se baseiam apenas em quatro batalhões. São parte de uma mudança muito mais profunda na nossa postura em resposta aos desafios que enfrentamos", sublinhou o chefe da NATO.