Ataques aéreos russos provocaram pelo menos 45 mortos na província de Latakia, norte da Síria, esta segunda-feira. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos diz que há vários civis entre os mortos e dezenas de feridos. O líder de um grupo de rebeldes que combate o regime está entre as vítimas mortais.

A ofensiva russa afetou sobretudo a região de Jabal Akrad, conhecida por ser controlada pelo grupo "First Coastal Division" (Primeira Divisão Litoral), rebeldes que querem derrubar o regime do presidente Bashar al-Assad.

Segundo o observatório, os bombardeamentos provocaram a morte a rebeldes e a civis.

Um dos líderes dos radicais e antigo capitão do exército sírio, Basil Zamo, morreu nos ataques. A notícia foi confirmada pelo próprio grupo.

O "First Coastal Division" é uma das várias fações de rebeldes sírios que receberam apoio militar estrangeiro, no quadro de um programa liderado pelos EUA. Em alguns casos, esse apoio inclui mesmo treino militar nas instalações da CIA.

Também na segunda-feira, mas a sul de Aleppo, o comandante de outro grupo de rebeldes, as brigadas "Nour al Din al-Zinki", morreu em confrontos na capital.
 
A Rússia iniciou, no mês passado, uma série de ataques aéreos na Síria para atacar o grupo Estado Islâmico. No entanto, várias organizações têm denunciado que os bombardeamentos russos causam mais vítimas entre a população civil do que entre os jihadistas. 

Vladimir Putin já negou que as suas forças estejam a causar baixas civis na Síria, considerando as acusações como um “ataque informativo”. 

Ainda assim, a ONU pediu a Moscovo que evite causar vítimas civis.