O embaixador de Myanmar na ONU afirmou que não há qualquer “limpeza étnica” ou genocídio a decorrer contra os muçulmanos, opondo-se “nos termos mais fortes” aos países que usaram essas palavras para descrever a situação no estado de Rakhine.

Hau Do Suan usou o seu “direito de resposta” no final de um encontro de seis dias com líderes mundiais na assembleia-geral da ONU, na segunda-feira, para responder ao que apelidou de “comentários irresponsáveis” e “alegações infundadas” feitas nos discursos da organização, que representa 193 países.

No ultimo mês, mais de 420 mil rohingyas muçulmanos chegaram ao Bangladesh, depois de as suas casas e aldeias serem incendiadas por soldados e monges budistas.

A líder de facto de Myanmar, Aung San Suu Kyi, disse “lamentar profundamente” a situação dos civis apanhados pela crise no estado de Rakhine.

Suu Kyi também se comprometeu a resolver nos tribunais qualquer violação dos direitos humanos que possa ter ocorrido em Rakhine durante a ofensiva militar em resposta a um ataque de militantes ‘rohinya’ no passado 25 de agosto.