O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, quer alargar a um ano a sua guerra contra as drogas, em que já morreram cerca de 3.500 pessoas, avança hoje a imprensa local.

Deem-me uma pequena extensão de talvez mais seis meses”, pediu o chefe de Estado filipino na noite de domingo.

Na sua campanha eleitoral Duterte prometeu acabar com o crime e com as drogas no país durante o primeiro ano de mandato.

Não tinha ideia que havia centenas de milhares de pessoas envolvidas no negócio das drogas”, explicou, em declarações à imprensa.

Rodrigo Duterte venceu as eleições presidenciais das Filipinas a 9 de maio com a promessa de acabar com o flagelo da droga durante os primeiros seis meses de mandato.

Mais de 3.000 alegados traficantes e toxicodependentes morreram desde então.

Segundo os mais recentes dados da polícia, a guerra contra o narcotráfico causou a morte de 1.466 presumíveis traficantes em operações policiais em pouco mais de dez semanas; sendo que outras 1.490 pessoas morreram às mãos de grupos dos chamados “vigilantes”. Estes "vigilantes" são grupos de assassinos contratados, pagos para eliminar os traficantes de droga. 

Organizações de direitos humanos exigiram uma tomada de posição por parte das Nações Unidas, organização que Duterte parece ter em muito pouca conta. O Presidente das Filipinas criticou as Nações Unidas, afirmando que a organização era “estúpida” por se opor à guerra contra as drogas.