O antigo presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano, Robert Menendez, foi acusado na quinta-feira pela justiça federal de corrupção e fraude.

O Departamento de Justiça norte-americano acusou Menendez de oito crimes de corrupção e três de fraude no serviço público, entre outras acusações, que também atingem um amigo, o oftalmologista e empresário dominicano Salomon Melgen, residente no Estado norte-americano da Florida.

De acordo com as denúncias, segundo o Departamento de Justiça, «entre janeiro de 2006 e janeiro de 2013 Menendez aceitou cerca de um milhão de dólares em prendas e contribuições para a campanha», por parte de Melgen.

O político norte-americano é acusado de ter exercido influência junto de poderes públicos para ajudar os interesses pessoais e financeiros do empresário da Florida, em troca de férias, voos privados e partidas de golfe.

Robert Menendez, de 61 anos e origem cubana, presidiu à Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano, até que os democratas perderam a maioria naquele órgão em janeiro.

Um dos deputados mais hostis às negociações sobre o programa nuclear iraniano, e coautor de uma nova lei de sanções contra Teerão, Robert Menendez é também um dos democratas a apoiar outra proposta de lei que visa obrigar Barack Obama a passar pelo Congresso antes de aplicar qualquer acordo com o Irão.